Translate

Pesquisar este blog

Skatepark & Família – 2014

Na hora da construção todo mundo colocou a mão na massa.



Depois de anos só andando na rua, os skater do distrito de Notre Dame de L’ Le Perrot(Quebec, Canadá) conseguiram que a prefeitura local fornecesse pelo menos o material para construção de pequena skatepark, mas a prefeitura não forneceu a mão de obra especializadas para a obra. Mais a falta da mão de obra não atrapalhou em nada… o trabalho acabou sendo executado pelos próprios locais e suas famílias. Na foto mostra o pequeno Alex de 07 anos(que anda de skate) literalmente com a “mão” na massa, familías inteiras participaram da construção.

Fonte – NET


Saiba mais – www.skatecuriosidade.com/curiosidade-skatisticas/uniao-faz-a-forca e mais www.skatecuriosidade.com/pistas-skt/skatepark-luminescente-otro-2012- See more at: http://www.skatecuriosidade.com/pistas-skt/skatepark-familia-2014#sthash.aWrZAXtx.dpuf

Nyjah Huston vence o SLS Pro Open

Matt Berger, Davis Torgerson e Trevor Colden conquistam as três vagas para integrar o SLS Pros 2014.

O mestre das disputas do Street League of Skateboarding abre a temporada conquistando mais um troféu para sua vasta coleção. Nyjah Huston venceu o SLS Pro Open, realizado no último final de semana (dias 17 e 18) no Sixth & Mill Skatepark, em Los Angeles.

No primeiro dia de competição, 20 skatistas convidados entraram na peneira das eliminatórias para as 8 vagas disponíveis para competir com os SLS pros, e brigar pelas três vagas abertas para disputar o calendário de eventos de 2014 do SLS, além de brigar pela premiação de 75 mil dólares nesta competição inédita, que abriu a temporada.

Os três melhores dentre os 20 skatistas convidados foram: Matt Berger, Davis Torgerson e Trevor Colden. “Não parece nem a vida real agora. Não caiu a ficha que estou na Street League este ano”, disse Matt Berger, o skatista melhor colocado entre os convidados, que conquistou a vaga para SLS World Tour 2014.

Outro destaque para esta competição de abertura do SLS foi a estreia de Andrew Reynolds, convidado especial da temporada 2014, que entrou no lugar de David Gonzales, lesionado e impossibilitado de participar do SLS World Tour 2014.

O brasileiro Felipe Gustavo infelizmente ficou de fora, por pouco, das três vagas abertas para esta temporada do Street League, mas é o primeiro alternate da liga principal, portanto tem chance de participar das competições da SLS.

O outro brasileiro na disputa, Luan Oliveira, conseguiu passar para a grande final do SLS Pro Open finalizando em 6º lugar. Nada mal para um início de temporada em uma competição com alguns dos melhores skatistas de street do mundo.

A 1ª parada da Street League of Skateboarding acontece no dia 29 de junho, no UIC Pavilion, em Chicago (IL).

Assista como foi a semi, a finao e o best trick abaixo:



















Veja abaixo os resultados do SLS Pro Open:

Final
1º Nyjah Huston – 54.6
2º Ishod Wair – 52.0
3º Paul Rodriguez – 51.1
4º Shane O’Neill – 51.0
5º Torey Pudwill – 49.8
6º Luan Oliveira – 33.1
7º Chris Cole – 15.0
8º Matt Berger – 3.4
Semifinal

1º Matt Berger – 33.8
2º Nyjah Huston – 33.2
3º Chris Cole – 32.5
4º Shane O’Neill – 32.2
5º Torey Pudwill – 32.2
6º Ishod Wair – 31.7
7º Paul Rodriguez – 31.3
8º Luan Oliveira – 30.4
9º Trevor Colden – 30.1
10º Chaz Ortiz – 29.7
11º Tom Asta – 29.4
12º Ryan Sheckler – 28.1
13º Davis Torgerson – 28.1
14º Felipe Gustavo – 27.6
15º Manny Santiago – 26.6
16º Alec Majerus – 25.6
17º Bastien Salabanzi – 25.0
18º Matt Miller – 24.9
19º Ryan Decenzo – 24.0
20º Mikey Taylor – 20.7
21º Andrew Reynolds – 20.1
22º Jordan Hoffart – 18.7
23º Forrest Edwards – 18.6
24º Peter Ramondetta – 18.4
25º Youness Amrani – 18.0
26º Billy Marks – 14.9
27º Tommy Sandoval – 12.0
Sean Malto – DNP
Dylan Rieder – DNP
Austyn Gillette – DNP

Inspiração Pro Rolê: David Gonzales

David Gonzales com certeza é um dos personagens principais da cena do skate. O colombiano, quando tinha apenas 19 anos anos carimbou sua parte, que é muito sinistra por sinal, em um dos vídeos mais famosos de skate, o “Extremely Sorry”, da trilogia “Sorry”, produzido pela Flip Skateboards. Em 2012 ele foi considerado o skatista do ano pela Trasher Magazine. Numa pegada punkeragem no veia, o cara gosta mesmo é de se jogar em uns picos cabulosos, sempre muito agressivo e com muito estilo, seja no street ou mesmo em bowls, banks, miniramps e vertical.
david


O vídeo que vou postar como inspiração pro rolê de sexta feira é produzido pela Trasher Magazine, e se chama “Possessed to Skate”. Corrimões gigantes, gaps gigantes, muito skate e rock’n roll. Esse é David Gonzales, o colombiano possuido pelo capiroto do skate!










fonte: http://www.skate4life.com.br/

Por André Perioto em 09/05/2014

Skate trip: volta no mundo

Após dar a volta no globo, curitibano grava documentário sobre o skate no Nepal.


Aos 27 anos de idade, o curitibano Mario De Mari Neto realizou um sonho de milhões de pessoas: dar a volta ao mundo. E o melhor, com o skate no pé. O administrador de empresas largou o emprego em uma petrolífera, vendeu o carro, colocou o mochilão nas costas e partiu em uma trip que viria a durar um ano e algumas semanas.

Em 2009 ele já havia feito algo parecido. Passou quatro meses viajando pelo sudeste asiático. Uma outra trip para o México, há dois anos, também o motivou a largar tudo e conhecer o resto do mundo.
Skate acompanha Mario por todos os lugares© Arquivo pessoal


Foram mais de 30 países visitados pelos cinco continentes. Um deles, o Nepal, marcou sua jornada. Localizado no centro da Ásia, o país é famoso por abrigar o Monte Everest, pico mais alto da terra. Embora seja uma nação muito pobre, é uma região turística e rica culturalmente. Entretanto, está longe de ser o paraíso do skate.

Na busca por um lugar para andar, Mario foi à única loja do país que trabalha com skate, onde conheceu os poucos skatistas de lá.


Cheguei lá e perguntei se tinha alguma skatista no país e o vendedor ligou na hora para um local, o Ujwal. Ele veio até a loja é ficou impressionado que eu era um skatista do Brasil! Ele contou para os amigos e os skatistas nepaleses decidiram fazer um dia do skate especial por isso!
A mais de 4 mil metros de altura em Annapurna© Arquivo pessoal


O brasileiro ficou amigo dos locais. Virou até uma espécie de professor sobre o carrinho:


Hoje em dia, os skatistas que estão começando a andar e já escutaram falar de mim me adicionam no Facebook para trocar ideia, me perguntam como dar uma certa manobra...

Os dias que Mario passou no país renderam um documentário, chamadoSkateboard chega ao topo do mundo: Uma história do Nepal (assista no topo da página). São nove minutos de imagens que mostram a quase inexistente cena do skate local, ainda marginalizado e desconhecido por grande parte da população. Mas, ao mesmo tempo, a superação e a felicidade da galera em poder fazer o que ama.


Os skatistas de lá ainda não tem muita noção do que é o skate. Eu lembro que a gente se juntou na casa de um deles para assistir a uns vídeos de skate e eles colocaram aqueles vídeos antigos de quando você acabava Tony Hawk 1.
Mario De Mari Neto, flip © Arquivo pessoal


A carência do esporte reflete-se na total falta de estrutura para o skate. Não há nenhuma skateshop no país. Para ter acesso aos equipamentos, somente comprando em outros países ou através das doações enviadas por pessoas que assistiram ao documentário. Existe somente uma pista, simples, construída pelos próprios skatistas.

Essa realidade é algo que Mario quer mudar. Ele tem o projeto de construir a primeira pista pública do Nepal. Segundo ele, os custos para a compra de terreno e construção não seriam muito altos. Para a iniciativa sair do papel, ele busca parcerias com marcas que queiram abraçar a causa.


O skate consegue fazer o rico se envolver com o pobre, o skatista profissional andar junto na mesma pista com crianças que estão aprendendo. Então por que não é possível fazer brasileiros se conectarem aos nepaleses?
Aniversário com direito a bolo surpresa © Arquivo pessoal


Após passar por Austrália e Colômbia, Mario está de volta ao Brasil. Chegou no início de maio. Segue mantendo contato com os amigos que fez em Nepal. Depois de mais de um ano longe de casa, ele planeja voltar a editar seus vídeos da trip, além de se envolver mais em projetos sociais ligados ao skate e planejar futuras viagens.

fonte: http://www.redbull.com/

Red Bull Skate Generation 2014

A emoção que perdura
por: Cesar Gyrão / foto: João Brinhosa e Junior Lemos
Mais de 10 dias se passaram e a emoção do evento permanece. Por mais que você tenha sido inundado de imagens aqui no webmundo, por mais que tenha assistido ao vivo, ainda haverá muita coisa para ser compartilhada, antes da cobertura especial da edição impressa da sua Tribo Skate. Desde a primeira versão do RBSG, em 2011, registramos a história em papel couché deixando como documento para a posteridade.

Levando em conta que o papel de um veículo especializado é fazer jornalismo, contar boas estórias, elucidar fatos que alguns olhos não enxergaram, mantemos a tradição de cobrir eventos que realmente fazem a diferença, que envolvem personagens comprometidos e que sirvam para reflexão e deleite, crítica e prazer… e que informem. Emoção com profundidade.

Essa semana a Red Bull lançou um novo vídeo, editado com mais calma que outros que foram ao ar quase simultaneamente às sessões maravilhosas daqueles dias no bowl RTMF. O filme tem pouco folclore, mas imagens pinçadas a dedo que compõem um pequeno mosaico do que foram estes dias. Das voltas absurdas de Pedro BarrosFelipe FoguinhoMurilo PeresSandro DiasAlex SorgenteRony Gomes e outros ao skate consistente dos pro masters e pro legends, além da explosão dos amadores de ponta, tudo somado ao ambiente contaminado pela celebração à vida.

TRIBO SKATE
Rony Gomes, bs 540. (João Brinhosa)

Não é mais novidade termos estrelas do quilate de Christian Hosoi entre nós, mas é muito interessante ver que a vida útil do skatista está se alongando cada vez mais, com performances seguras de caras como ele, o Jeff GrossoPat Ngoho, que vão se aproximando dos 50 anos de idade com muito skate no pé. O gás impressionante do Jeff Cocon e um Luis Roberto Formiga, com linhas com mais manobras que no ano anterior, mesmo já tendo cravado seus 50.

Entre os pro masters, Leo Kakinho este ano não deixou dúvidas. Seu filho Vi também andou muito entre os amadores. Outros masters que não deixaram escapar a chance de fazer parte da final por equipes, foram os moradores do bairro, Marco Cruz e o Miguel Catarina, este último com uma empatia total com o público. O gaúcho Johnny Drews também estava empenhado este ano, tão embalado quanto o catarinense Mauricio Boff.

Entre os pros, além dos acima citados fica fácil lembrar das voltas completas do Nilo Peçanha, do Caíque SilvaRune GlifbergDuzinho Braz e Otavio Neto. Dos amadores, Héricles FagundesAugusto JapinhaFabinho Junqueira e os mais novos, ambos com 11 anos,Pedro Quintas e o australiano Keegan Palmer. Este último, apesar de voar mais baixo que os demais, liderou o pelotão com bons 540 e uns bluntslides eventuais.

Para cada estilo, para cada estatura de skatista, a última versão do Red Bull Skate Generationnos domínios da família Barros teve muitas opções. Na era dos selfies e smartphones com câmeras de alta qualidade, entre fotos e vídeos, a sensação de estar ali respirando skate e amizade, continuará repercutindo por muitos anos. Em 2015 o evento deverá ir para outro canto de Floripa, muito provavelmente no bowl que será construído em um bairro mais central na Ilha de Santa Catarina, a Costeira.

AUDIÊNCIA PÚBLICA - O SKATE COMO MEIO DE TRANSPORTE



Compondo a mesa principal na CÂMARA MUNICIPAL DE CURITIBA, nesta segunda-feira, 25, Pedro Medula representou a CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE SKATE - CBSK em prol do Skate como modal de transporte alternativo aos motorizados e poluentes.

No mesmo dia, concedeu entrevistas para o SBT PARANA, GAZETA DO POVO e BAND News. (links ao final do texto)

"Sou Skatista Profissional, Servidor Público Federal, Membro da Confederação Brasileira de Skate e Atleta da Lei de incentivo ao esporte da Cidade de Curitiba. Todos os dias deixo meu carro em casa para usar o skate como meio de transporte e sou visto por muitos como alguém que esta atrapalhando o trânsito, quando na verdade estou colaborando para a diminuição do número de automóveis e da poluição. O skate flui a uma velocidade média de 15 a 25 Km/h, velocidade muito superior aos veículos automotores em horários de pico. Em Curitiba, mais de 50mil Skatistas poderiam utilizar o skate como meio de transporte se existisse uma estrutura adequada para tanto. A regulamentação do uso do Skate como modal de transporte merece merece atenção do poder público e isso é uma benesse para toda a população, pois não implica apenas em direitos para os Skatistas, mas em obrigações a serem cumpridas pelos mesmos durante seus deslocamentos, o que atualmente não existe." _Pedro Medula

Estavam presentes representantes das secretarias municipais de Urbanismo e Esporte e da Administração Regional do Centro. Miguel Kalabaide representou a Procuradoria Geral do Município. O governo do Paraná enviou o secretário estadual de Esportes, Evandro Roman e o assessor especial para Políticas Públicas para a Juventude, Edson Lau Filho. O advogado Marcelo Araújo representou a OAB.

Iniciou-se uma abertura com o Poder Público. O primeiro passo foi dado para que possamos reconhecer o Skate como meio de transporte. As autoridades presentes demonstraram interesse em regulamentar a questão, em que pese exista limitação legal pelo fato de o CTB(Código de Trânsito Brasileiro) ser Nacional, não podendo o Município legislar de forma contrária a ele.

Assim, vamos lutar por políticas públicas locais de incentivo ao uso do Skate como meio de transporte, tais como vias exclusivas e trabalhos de conscientização da população.

Sabemos que todo o processo é demorado, mas foi um importante passo para o início dos trabalhos. Ao final, as idéias foram compiladas em uma carta de intenções e selado o compromisso de que todos os trabalhos serão realizados pelo Poder Público em conjunto com representantes dos Skatistas.

Pedro Medula é patrocinado por: ROOT / B-TRIX / AKIHITO RACING TEAM / PREFEITURA DE CURITIBA / VOUTS / AFRIKI

GAZETA DO POVO - http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?id=1428285&com=1

BAND NEWS - http://bandnewsfmcuritiba.com/2013/11/25/transformacao-do-skate-em-meio-de-transporte-e-discutido-em-curitiba/

SBT PARANÁ - Até a publicação desta nota não havia sido disponibilizado o material pelo SBT.

A diplomacia do skate


Berço de skatistas campeões mundiais, o Brasil tem a oportunidade de influenciar o universo jovem dos fãs de esportes radicais






"Aonde um brasileiro chega para andar de skate, um sorriso aparece no rosto das pessoas”, diz Pedro Barros, catarinense de 19 anos, tetracampeão mundial de skate na modalidade bowl. Barros é o mais novo expoente de uma geração de skatistas brasileiros que colecionam títulos no exterior. Nos anos 1990, as manobras de Sandro Dias e Bob Burnquist apresentaram o skate brasileiro ao mundo. Burnquist virou personagem de videogame, no jogo Bob Burnquist’s Dreamland. Seus vídeos da série Pedaço do meu dia, no YouTube, foram vistos mais de 20 mil vezes cada um. Esses jovens de bermudas largas, joelheiras e capacete podem ser mais que atletas. Podem atuar como diplomatas, ao levar ao exterior uma nova imagem do Brasil.

O skate tem menor visibilidade que o futebol, mas, em termos de geopolítica do esporte, oferece várias vantagens em relação a nosso esporte mais tradicional. Ele pode ser praticado em qualquer área urbana, mesmo sem infraestrutura específica, e influencia um grupo muito importante. “O skate é uma ferramenta estratégica na política internacional por envolver majoritariamente os jovens – os futuros líderes, políticos e empresários”, diz Neftalie Williams, pesquisador de diplomacia do esporte na Universidade do Sul da Califórnia.

>> A diplomacia dos pandas

O exemplo mais célebre de diplomacia do skate vem do Afeganistão. Em 2007, o australiano Oliver Percovich e alguns amigos apresentaram o skate a crianças afegãs. A iniciativa ganhou o nome de “Skateistan” (“Skateistão”) e resultou na primeira escola dessa prática no país. Nas aulas, meninos e meninas afegãos aprendem mais do que manobras. Também absorvem noções de colaboração, responsabilidade cívica, artes, meio ambiente, cultura da paz e valores da cultura ocidental, como a igualdade entre os sexos. Metade dos alunos, entre 5 e 18 anos, trabalha nas ruas do país, e 40% são meninas. No Afeganistão, ainda é tabu que mulheres andem de bicicleta. Mas não há nenhuma restrição ao skate. A prancha com rodinhas é, portanto, uma ferramenta mais adequada para integrar crianças e adolescentes de ambos os sexos. O projeto também atua no Camboja.


Apesar da popularidade mundial dos skatistas brasileiros, Williams afirma que o Brasil não explora os dividendos políticos do skate como poderia. Segundo ele, governos e empresas do Brasil poderiam investir no skate com fins variados, como aumentar a influência brasileira em Cuba, um dos países onde o esporte conquista adeptos. O país está há 54 anos sob a ditadura dos irmãos Fidel e Raúl Castro. Quando ela terminar – algo que parece mais próximo, à medida que a idade dos irmãos avança –, o governo brasileiro terá de negociar com novos interlocutores. Na fase de transição, ter a simpatia dos futuros líderes cubanos será importante. “É difícil mudar a cabeça de adultos que passaram décadas ouvindo discursos dos irmãos Castro”, diz Williams. “Mas os garotos cubanos estão livres de carga ideológica e são o futuro.”

Nas pistas de Havana, há algumas iniciativas em que o Brasil deveria ficar de olho. Apesar do antagonismo entre os governos de Cuba e dos Estados Unidos, os laços entre skatistas americanos e cubanos têm sido estreitados. Um projeto nasceu em 2010, quando dois universitários americanos, Miles Jackson e Lauren Bradley, visitaram Cuba e conheceram as precárias condições para a prática do skate na ilha. Em Cuba não há lojas de skate, e importar equipamentos é difícil. Hoje, o Cuba Skate é uma iniciativa de cooperação que passa longe de gabinetes e burocratas e incentiva o skate cubano por meio do envio de equipamentos para Havana e de programas de intercâmbio entre os dois países.

Sem grandes ambições, o skatista brasileiro Sandro Dias foi uma espécie de pioneiro do Cuba Skate. Em 2004, ele foi o primeiro skatista profissional a visitar Cuba. “Depois de ir embora de Cuba, enchi uma caixa com skates usados e mandei tudo para lá”, diz. Ele afirma que o skate pode se firmar como linguagem universal. “Skatista no Brasil ou na China é uma família só. Por meio do skate, o mundo fala a mesma língua.”

Diplomacia não acontece só em reuniões oficiais e dentro de gabinetes. Manobras magistrais de skate ou passes de bola arrebatadores podem fazer mais pelas relações internacionais do que dezenas de discursos oficiais de diplomatas engravatados. Esse tipo de iniciativa é conhecido como “soft power”, ou “poder brando”, a capacidade de um país de conquistar a simpatia de outras nações e de incliná-las a agir segundo seus interesses. Para aproximar os povos, é importante cultivar valores comuns. A cartilha diplomática do “soft power” tem iniciativas diferentes dos programas de cooperação econômica ou militar. Há espaço para um desenho como Zé Carioca, lançado pela Disney em 1943, antes de o Brasil enviar tropas para a Europa na Segunda Guerra Mundial. Durante o campeonato mundial de tênis de mesa no Japão, em 1971, a delegação chinesa convidou os jogadores americanos a visitar Pequim. Estados Unidos e China estavam rompidos desde 1949, com a divisão do mundo em blocos capitalista e comunista. O convite para jogar tênis de mesa reaproximou os dois países, no episódio que ficou conhecido como “diplomacia do pingue-pongue”.

Um ídolo pop, como o cantor corea­no Psy, também é um diplomata informal de seu país. O estouro mundial da música “Gangnam style”, em 2012, foi um acaso – para muitos, um mistério. Em torno daquele acaso, havia um ambiente favorável. Em 2009, a Coreia do Sul instaurara um Conselho Presidencial de Imagem Nacional, dedicado a promover o “soft power”.

O Brasil já usa o futebol como instrumento diplomático, em iniciativas como o amistoso da paz, jogo da Seleção Brasileira contra o Haiti, em 2008. Turistas e empresários brasileiros beneficiam-se dessa simpatia ao viajar a lazer ou negócios. Desde 2008, quando foi criada a Coordenação-Geral de Intercâmbio e Cooperação Esportiva (CGCE), do Ministério das Relações Exteriores, os esportes são considerados oficialmente um instrumento de política externa brasileira. Segundo Vera Cíntia Álvarez, ministra-che­fe da CGCE, a decisão de usá-los veio como uma demanda de paí­ses com que o Brasil tem boas relações. Eles perceberam a relevância econômica dos esportes e queriam ajuda para fortalecer suas seleções nacionais. A diplomacia do esporte conduzida pelo Itamaraty segue a cartilha do “soft power”. A cooperação não é feita com interesses diretos e explícitos, mas visa conquistar a solidariedade de outras nações ante as posições brasileiras. A popularidade mundial do skate brasileiro mostra que temos potencial a explorar nessa área.


materia: RUAN DE SOUSA GABRIEL E MARCELO MOURA (Época)

Batalha da Cultura - Cwb

Evento que teve início no ano de 2011, visando fortalecer a cultura HIP HOP com duelos de MC's (RAP) e Bboys (Breakdance).
As batalhas são realizadas no primeiro domingo de todo mês.
Das 14h às 20h. Inscrições na hora.
Confira algumas fotos e Videos do  evento que ocorreu no dia 6 de abril